quarta-feira, 14 de julho de 2010

Sonhando Degolada

Sonhando nessa madrugada violentada

Sem manhas para raiar historias mal contadas

São horas nessa escuridão

De náuseas involuntárias pensadas


Choro nesse sonho murmurado em pesadelos

Projetados como curtas sangrentos inéditos

De minha autoria


Depreciada por atuar embasbacada

Apreciando uma obra de arte perfeita

Meu corpo bêbado de morfina

E minha mente aloprada


Admirada pela arquitetura mais recente de um louco

Avisto um corpo sóbrio de massa cefálica

E uma cabeça oscilante nem pendulo esquecido em pleno espetáculo


Chateada

Não pela barbaridade

Mas sim pelo fato de que sempre que sonho

Acabo por ficar tonta

E sem nada além de um cérebro falecido.

Permaneço eternamente adormecida.

Um comentário:

  1. Olá Tassiana! Meus parabéns, você escreve muito bem! E já sou seguidor do seu blog. Um grande abraço do Carlos Morandi (Ebah)

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