Banhei meu pálido corpo,
Antes salpicado de fluidos,
De querosene concentrada.
Sobreposta entre as gélidas faces de uma banheira,
Seu ralo fechado
Mas sua bica entreaberta.
Tateando fogo sobre a trilha inflamável
Que perseguia minha incasual mortalidade
Nas vésperas de ser um mero cadáver
O espetáculo e abrasivo
E a combustão é espontânea.
Meus pensamentos iluminado pelo eufemismo
E minha matéria carnal,
Que antes esbanjava diversidade
Agora só o orgânico resta.
Profissionalismo na psicose.
Assassinei meu corpo
Mas continuo a perturbar os abortados que me amavam.
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