terça-feira, 15 de junho de 2010

Desprovido de Nome

Um sentimento me abandonou
Ele se suicidou
Não resistiu
Ao tempo,
Aos insultos,
Á essa permanente relação paralela

No início era apenas uma desconfiança,
Depois,
Virou ganância
A gula dominou o ser
E de um dedo na aliança
Logo Fiquei sem

Mas não disso se saciava
A pertubação me aloprava
Acho que não perdi apenas algo
Perdi tudo
Era pobre
Já não era provida de conteúdo
Depois do desastre
Fiquei com o nada
O vazio não está dentro de mim
Já não abrigo mais nada
Nem vizinhos moram perto

Infelizmente,
Acho que o morte é a única que permanece olhando para minha breve vida.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Pares em Pares

Duas linhas
Asseguram minha nudez
E a ameaça cresce,
despercebida,
Dentro da maior normalidade viva

Duas verticais
Caem na plenitude da loucura
E horizontalmente
Ambas reaparecem nuas

Dois versos me salvam
De um delírio exorbitante
Cuja sua descrição
Conjuga-se em um ato extravasadamente excitante

De pares em pares
Os organismos ganham a vida
Oriunda de uma concepção desprevenida

Da redução do físico de seres tão adjacentes
E da multiplicação da vida
Projeta-se uma conclusão precipitada
E palavras já postas em seus rumos
Não poderão ter suas direções reformuladas

Sentimentos ocultos emergem modelados de forma explicita
E são premiados com novas aparências
Máscaras teatrais rastejam para fora de suas cenas
E a mera realidade transborda translucida
Seguida de prazerosas sensações carnais.

A Droga

Essa droga me consome
Essa droga me cansa
Essa droga me vicia
Essa droga me relaxa
Essa droga me enlouquece
Ela me mata!

Mas essa droga me extasia
Toma o meu tempo além do vago
Ocupa não apenas o meu tempo
Mas também um lugar em mim
Um lugar que regularmente
Muitos preenchem
Mas logo esvaziam
Deixam-me sóbria
Mas não consigo permanecer assim
Procuro uma droga nova
Uma nova frequência de prazer
Uma sensação perto da loucura

Além do mais
Se o final da vida para todos é o mesmo
A droga apenas acelera o processo.