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quinta-feira, 10 de junho de 2010

Pares em Pares

Duas linhas
Asseguram minha nudez
E a ameaça cresce,
despercebida,
Dentro da maior normalidade viva

Duas verticais
Caem na plenitude da loucura
E horizontalmente
Ambas reaparecem nuas

Dois versos me salvam
De um delírio exorbitante
Cuja sua descrição
Conjuga-se em um ato extravasadamente excitante

De pares em pares
Os organismos ganham a vida
Oriunda de uma concepção desprevenida

Da redução do físico de seres tão adjacentes
E da multiplicação da vida
Projeta-se uma conclusão precipitada
E palavras já postas em seus rumos
Não poderão ter suas direções reformuladas

Sentimentos ocultos emergem modelados de forma explicita
E são premiados com novas aparências
Máscaras teatrais rastejam para fora de suas cenas
E a mera realidade transborda translucida
Seguida de prazerosas sensações carnais.